Depois que iniciei meu trabalho, o tempo voou. Tanta coisa aconteceu nesse tempo.. meu filho foi diagnosticado com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), interrompi a amamentação, ele começou na fórmula. E em meio ao caos de tentar estabilizá-lo, eu voltei a trabalhar.
Depois que voltei a trabalhar, o tempo passou diferente. Os dias, as semanas, os meses... tudo passou muito, mas muito depressa. E só então consegui entender meu marido que dizia que as horas no trabalho eram diferente depois que ele virou pai. E, de fato, é mesmo.
Parece que eu pisquei e meu filho cresceu, eu fui pra UFSC, dei minha aula, dormi e, no outro dia, tinha outro bebe em casa. E isso só me fez refletir sobre como a passagem do tempo é subjetiva, e diretamente relacionada às nossas emoções.
Em casa, o tempo era custoso, vagaroso, por vezes, até sofrido. Isso porque, em casa, eu parecia estar estagnada, parada num mundo de fraldas e tetês infinitos. Com o trabalho, entrou em cena a professora, orientadora, pesquisadora, extensionista.. e que cuida da casa, cuida do casamento, e cuida do filho, porque também sou mãe.
Hoje, com meu bebê de 8 meses já se sustentando em pé, vejo que o tempo de fato voa. E o que eu quero pra minha vida, é poder voar junto ao tempo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário