segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Sim, novamente GRÁVIDA


 

Outubro de 2025 foi um dos meses mais intensos que tive, desde que passou a pior fase do puerpério, isso porque meu filho ficou doente e foram cerca de 28 dias de caos, noites mal dormidas, rotina desajustada, criança que às vezes comia, outras não, às vezes mamava, outras não. Eventos que não fomos porque nosso baby estava precisando de atenção e de nós... Eventos da faculdade que eu tive que largar de última hora pra ir ao pronto socorro encontrar meu filho.. Enfim, caos. 

E no fim de outubro, engravidei! Sim, queríamos. Mas não fazíamos ideia de que iríamos engravidar no primeiro ciclo (até porque com o meu filho demorou uns 3 meses pra dar certo). Mas sim, engravidei, e descobri no início do mês de novembro. E foi aí que a segunda parte do caos começou. 

Nessa segunda gestação eu tenho passado muito mal, muitos dias, quase o dia todo. Meu Natal foi terrível, Réveillon foi jogada no sofá. Não conseguia sair de casa, passava muito calor e vivia no ar condicionado (e a conta de luz gritou em alto e bom som) e hoje, com 15 semanas de gestação, ainda passo mal. Não com a intensidade do fim do ano passado, mas vez ou outra bate o enjoo e eu paro tudo, fico jogada, existindo e torcendo para que acabe logo. 

Com isso, veio a culpa. A culpa por ter que ligar pra minha mãe e minha sogra pra elas cuidarem do meu filho porque eu não conseguia cuidar dele. A culpa de deixar ele chorando enquanto eu ficava no banheiro fazendo das tripas coração. A culpa do dia que eu enjoei tanto que eu não consegui preparar o almoço dele, e tive que dar mamadeira pra ele não ficar com fome. A culpa de quando só troquei a fralda e deixei ele praticamente pelado no berço e saí correndo pro banheiro porque o cheiro da fralda suja era o maior gatilho pro enjoo.. 

A culpa por não poder me dedicar à minha bebe que estou gestando, porque meu filho consome meu tempo. Por não tomar água o suficiente, por dormir mal porque preciso cuidar do meu filho. Por não me exercitar porque não tenho com quem deixar ele todos os dias pra eu descer pra academia... A culpa por não fazer por ela o que eu fiz por ele durante a gestação. 

A culpa vai passar? Não. Talvez essa culpa passe, e venha outra, e depois outra.. e mais outra.. Mas a gente aprende a conviver com isso. E a gente aprende a amar o processo. Agora, sinto que estou começando a amar. 

Para os próximos meses eu só peço paz no coração, aconchego na alma e saúde. Para mim e para nós.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O tempo voa, e não é clichê

 


Depois que iniciei meu trabalho, o tempo voou. Tanta coisa aconteceu nesse tempo.. meu filho foi diagnosticado com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), interrompi a amamentação, ele começou na fórmula. E em meio ao caos de tentar estabilizá-lo, eu voltei a trabalhar. 

Depois que voltei a trabalhar, o tempo passou diferente. Os dias, as semanas, os meses... tudo passou muito, mas muito depressa. E só então consegui entender meu marido que dizia que as horas no trabalho eram diferente depois que ele virou pai. E, de fato, é mesmo. 

Parece que eu pisquei e meu filho cresceu, eu fui pra UFSC, dei minha aula, dormi e, no outro dia, tinha outro bebe em casa. E isso só me fez refletir sobre como a passagem do tempo é subjetiva, e diretamente relacionada às nossas emoções. 

Em casa, o tempo era custoso, vagaroso, por vezes, até sofrido. Isso porque, em casa, eu parecia estar estagnada, parada num mundo de fraldas e tetês infinitos. Com o trabalho, entrou em cena a professora, orientadora, pesquisadora, extensionista.. e que cuida da casa, cuida do casamento, e cuida do filho, porque também sou mãe. 

Hoje, com meu bebê de 8 meses já se sustentando em pé, vejo que o tempo de fato voa. E o que eu quero pra minha vida, é poder voar junto ao tempo. 


quinta-feira, 31 de julho de 2025

(re)começo

    


 

    Essa semana retorno ao trabalho, depois de 180 dias de licença maternidade somadas à alguns bons dias de férias que eu tinha acumulado justamente para utilizar agora. 

    Um dia antes do retorno, senti muito medo. Parecia o mesmo frio na barriga de quando comecei a trabalhar. A dúvida se daria conta, de como seria minha nova rotina agora tendo que dividir o trabalho em casa com a maternidade, treinando as pessoas que ficariam com o Yuri para eu trabalhar.. E o medo de, por estar focada no trabalho, não conseguir ter tempo para fazer os estímulos certos para o meu bebê se desenvolver da melhor forma. 

    Aí, então, eu tive o "pulo do gato". Eu entendi que eu não iria voltar a trabalhar. Eu iria começar a trabalhar (ou "re" começar).

    Isso porque a Keitty de antes não vai voltar mais. Ela não existe mais. A Keitty agora é mãe, e como mãe pensa diferente, age diferente, tem outras prioridades, e tem uma gestão de tempo diferente. E isso me tranquilizou. 

    Estou encarando esse processo como uma redescoberta de rotina. Como se fosse a primeira vez que eu estivesse ali trabalhando. E isso me deu uma paz enorme porque, no fim, é isso o que está acontecendo. Não é um retorno, uma volta... as coisas mudaram. E se mudaram comigo, mudaram também onde eu trabalho. 

   Eu sou feliz demais como professora. Ouso dizer que, junto com a maternidade, é o que eu mais amo fazer na vida (junto mesmo, pau a pau ali na conta). 

   Por ora, espero que as coisas se acertem o quanto antes. Espero que o Yuri me ensine a ser uma melhor professora assim como a UFSC me ensine a ser uma melhor mãe nessa dupla jornada. Espero um bom (re)começo. 


Maternidade: uma experiência avassaladora


   

 A maternidade foi DE LONGE a experiência mais intensa que eu já vivi. Não pelo parto normal, mas por toda a avalanche de sentimentos que te envolvem no puerpério, seja por conta dos hormônios, seja por conta do medo do desconhecido ou do excesso de responsabilidades.

    Eu pude contar com uma rede de apoio muito boa, o que foi importantíssimo pra mim, mas não passei ilesa das múltiplas reflexões e dúvidas do pós parto. 

    Eu senti falta de mim. Senti uma falta absurda de ser quem eu era, de dirigir, de sair pra trabalhar... Eu sentia falta de me conectar comigo mesma, e essa falta de conexão me fez perder a conexão com meu filho em alguns momentos. Senti medo, angústia, insegurança, saudade e culpa. É claro que senti coisas boas.. mas a maternidade de Instagram é fácil descobrir. A real é bem diferente. 

    Enquanto uns sonham em amamentar, a amamentação foi a parte mais difícil para mim. Não por questões físicas, pois nunca tive qualquer problema relacionado à pega correta, etc. Agora o peso emocional de sentir que o teu corpo não é mais teu, o teu tempo, não é mais teu, você não é mais tua.. isso pesa. E em mim pesou muito. 

    Fui para a terapia, melhorei, e por isso voltei com o blog (porque até foi um exercício indicado pela psicóloga, na época). E posso dizer que só quem é mãe sabe do que eu estou falando. 

    Por mais clichê que isso pareça, é real. A maternidade é avassaladora! Ela derruba tudo, como uma onda de maré alta invadindo a casa da gente. Ela expõe tuas fraquezas, ela escancara uma força que nem você sabe que você tem. Evidencia tuas qualidades, e te mostra o que você realmente ama. Porque é disso o que você mais vais sentir falta. 

    E seguindo os clichês, saiba que isso passa. Todos esses pensamentos um dia serão lembranças e se tornarão aprendizados para a sua vida. É incrível como hoje eu olha para trás e entendo tudo o que eu senti, e me acolho. Isso também é importante. Porque de nada adianta o mundo inteiro te abraçar se você não segura sua própria mão. 

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Senta, que lá vem a história!

  


   Vamos lá! Cheguei a postar algumas coisas aqui  falando que estava no TCC, então a primeira parte da conversa vocês já sabem: concluí minha graduação em Biblioteconomia na UDESC e me tornei bibliotecária. Desde o ensino médio namorei com o mesmo guri (que hoje é meu marido e pai do meu filho - GZUIS), e engatei no mestrado na UFSC. 

    Durante a graduação, optei por me tornar professora universitária e, para isso, eu precisava ter doutorado. Então, já no TCC, planejei minha carreira para que eu conseguisse alcançar esse objetivo no menor tempo possível. Assim, fiz o TCC, prestei o processo seletivo para o Mestrado e fui aprovada. Foi uma trajetória incrível, embora eu tenha duvidado de mim muitas vezes. 

    Fiz grandes amigos e conquistei um pouco mais de independência por conta das inúmeras viagens à congressos que temos que fazer na pós (especialmente se você é bolsista e docente). Me envolvi com a representação discente e aprendi muito mais sobre a universidade e seus bastidores. Tive a certeza que estava no rumo certo. 

    Concluí meu mestrado no tempo regimental de 2 anos, e já emendei com o doutorado. E aí veio a loucura da pandemia! Tivemos o início do segundo ano de doutorado em março e, de repente, tudo fechou. Não ficarei aqui retomando esse tema que já foi muito debatido por muitas pessoas em muitas instâncias. A grande questão é que a pandemia mudou minha vida profissional. E isso eu não tenho como negar!

    No final do meu primeiro ano de doutorado, abriu uma vaga para concurso público na UFSC. O concurso seria para o início do ano seguinte (meu segundo ano de doutorado - o prazo são 4 anos). Me inscrevi para teste, porque a falta do título de doutora me impedia de ingressar no cargo. Só que, com a pandemia, o concurso parou! E aí eu teria uma chance. 

    Em conversa com meu orientador, decidi antecipar o doutorado e defender em 2 anos (Sim, a doida!). E ele (carinhosamente mais doido ainda) topou a ideia. Então, quando tudo parou, eu produzi como nunca! 

    Isso me custou muita coisa. Me custou sono, me custou estresse e esgotamento mental.. Mas serviu como um refúgio em meio à pandemia. E então, o plano deu certo: defendi o doutorado em março, fiz o concurso em junho, me efetivei em agosto. Tudo do mesmo ano! 

    Foi uma mudança muito forte na minha vida e que gerou muitas inseguranças afinal: eu fui (por alguns meses) a doutora mais jovem do Brasil, e estava assumindo como professora do magistério superior (de forma efetiva), com 25 anos! Nem eu acreditava no que estava acontecendo. Nem eu acreditava que todo o meu plano tinha dado certo. Eu precisei justificar pra junta médica da UFSC que eu não tinha vacina da COVID porque minha idade não havia sido chamada ainda kk Gente, era surreal!

    E a vida pessoal também deu uma guinada no ano de 2021. 

    Eu e meu (então) namorado já havíamos decido que, assim que eu terminasse o doutorado e arrumasse um emprego, iríamos morar juntos. Não era meu objetivo casar (com festa). Afinal, esse nunca foi um desejo meu. Então o plano era ter condições de se sustentar. 

    Meu nome saiu no Diário Oficial no dia 29 de julho, e no dia 30 de julho nós faríamos 10 anos de namoro. E obviamente a euforia tomou conta de nós. Em agosto (um dia antes de eu tomar posse), meu namorado me pediu em casamento e aí começamos a sonhar com uma celebração, uma festa de casamento que, até então, não estava nos planos. 

    Neste mesmo ano de 2021 encontramos um apartamento que amamos! Era num bairro que eu gostava, tinha 3 quartos, salão de festas, região calma, perto de tudo.. E falamos: é esse! Vamos financiar! E em dezembro de 2021 foi dada a entrada na papelada. 

    Percebem que, em 2021, eu: defendi o doutorado, prestei concurso público, fui chamada, noivei, tomei posse como professora (sonho da vida) e financiei um apartamento. Gente, foi uma vida se formando em cerca de 10 meses. E foi incrível!

    Em março de 2022 pegamos a chave do ap (exatos 1 ano após a defesa do meu doutorado, como se a vida não pudesse ser mais perfeita). E aí iniciamos as obras porque haviam algumas coisas que queríamos mudar. E, como eu ministrava aula somente a noite, fui eu quem ficou de mestre de obras, comendo poeira de piso para, depois, ir correndo pro banho para dar aula até as 22h. 

    Em 2022 casamos 3 vezes. Mas tudo tem um motivo. Eu queria um casamento ao ar livre como "festa", por achar bonito e até pela pandemia mesmo (ainda havia muito receio das pessoas). Então marcamos para o dia 27 de agosto (porque agosto é um mês com pouca chuva, pôr do sol bonito, e o mês mais barato por causa de uma besta superstição de que diz que agosto é o mês do desgosto). No entanto, eu dava aula sexta a noite, ou seja: na véspera do casamento. E obviamente, além de eu não ter cabeça para essa aula, não queria chegar em casa 22h30 para, no outro dia, passar o furdunço todo de salão, casamento e festa. Então, fizemos o primeiro casamento no cartório, dia 26 (sexta), para que eu pudesse ter direito à licença e, consequentemente, não precisar dar a aula a noite.

    No sábado, dia 27, fizemos nosso casamento "completo", com fotógrafo, música, dj, etc. E passamos a lua de mel em Gramado/Canela (meu sonho de consumo). Mas ainda queria a benção religiosa... Então, em 25 de setembro do mesmo ano, casamos no religioso. Foi uma cerimônia só para a família, sem fotógrafo, sem música, sem entrada.. Somente nós e o diácono que nos deu a benção do matrimônio. E assim, para quem não queria casar.. acabei casando 3 vezes no mesmo ano. 

    A vida na UFSC foi (e é)incrível. Realizei sonhos e tive a certeza que estava no lugar certo. E aí eu e meu marido decidimos que queríamos engravidar logo após que eu finalizasse meu estágio probatório. Nós queríamos muito isso! E resolvemos planejar a nossa vida e essa gestação como se essa fosse a coisa mais importante para nós. Mas isso, será assunto para outro post.  

E depois de 7 anos, voltei!

 


    Voltei, pessoas! Foram 7 anos sumida aqui, foram 7 anos de muitos desafios (que irei resumir nos próximos posts) mas, voltei. E o que me fez voltar foi a terapia que fiz recentemente (mas isso é assunto para depois). 

    O que vocês precisam saber é que muita coisa mudou então, por favor, não julguem os posts de 15 anos atrás, quando recém iniciei minha trajetória na escrita reflexiva. A mulher de 29 anos de agora não é a mesma garota de 14 anos que fundou esse blog. Portanto, ignorem ou, pelo menos, tenham respeito e consciência de que muito o que foi falado aqui, foi feito em outra época, com outra mentalidade, com outra perspectiva de vida. 

    Não considero essa outra perspectiva errada, mas era uma outra fase. Uma guria que sonhava com o futuro, que sofria suas primeiras desilusões amorosas, que estava preocupada com sua festa de 15 anos, que havia passado pro bullying e que havia mudado de escola pela primeira vez. Essa mulher de agora é doutora, professora concursada em uma universidade pública, esposa, mãe. É muito diferente da menina de 14 anos, mas muito grata pela menina de 14 anos porque, querendo ou não, foi por meio dela que essa mulher se construiu e se reconstrói dia após dia. 

    Dessa forma faremos um seguinte: faremos um post resumindo esses 7 anos de vazio desse blog (vocês verão que MUITA coisa aconteceu, então se preparem para um post longo). Na sequência, irei compartilhar com vocês uma nova fase do "Profundamente Na Mente". Uma fase relacionada à mãe-mulher que tenho me tornado, e que fez com que eu voltasse para cá, depois de tanto tempo. 


"O amor tem uma força diferente, querendo ou não, ele muda a gente." - Wilian Neri


segunda-feira, 28 de maio de 2018

O sonho da vida





A vida é um sonho
E o sonho da vida
É se ter alguém para amar
E quando notamos
Que o sonho é real
Desejamos parar de sonhar
De que me adianta
Amar o bastante
Sem ter alguém pra dividir
O choro da alma
Me aflige e me acalma
Sozinha não posso sorrir
A vida é um sonho
E o sonho da vida
É se ter alguém para correr
Nos campos, nos bosques
E até nas cidades
É bom se brincar de esconder
De que me adianta
Ter pique e ter pernas
Se ninguém vai comigo vir?
Só sei que brincar
Sozinha não dá
E nem dá para se sorrir
A vida é um sonho
E o sonho da vida
É não ter que a inveja aturar
Não basta um sorriso
E nem um amigo
Se não poder se confiar
De que me adianta
Ser cheia de gente
E no fim não ter com quem contar?
Só sei que na vida,
Por mais que se sofra
O bom é ter alguém para amar

domingo, 15 de janeiro de 2017

Paro e escrevo...



O bom de escrever em anos muito tumultuados psicologicamente (como terceirão e ano de TCC) é abstrair o peso do dia a dia, a linguagem extremamente formal, a necessidade de se manter focada, cansada, atolada de coisas e responsabilidades que, de fato, são boas quando se tem tempo para isso. Mas tem horas que cansa. A rotina. As pessoas. Si mesmo. E é nessas horas de cansaço é que a mente se perde e caminha para um mundo íntimo que até você desconhece, mas que só você tem acesso. É nesse momento que você pensa diversas coisas sem nexo  e involuntariamente consegue criar um nexo entre tais coisas. É nesse momento que não consigo me controlar pois estou em meio ao caos criado por mim mesma e que não faço a menor ideia de como e quando adentrei neste mundo. É neste momento que paro e escrevo.


"Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então." - Lewis Carroll


***** Texto escrito em meio ao intervalo de algumas palestras...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A vida é o que a gente quer que ela seja.



Parece que vai tudo muito bem, tudo muito lindo, tudo muito um filme de Hollywood, tudo muito último capítulo de novela da Globo e contos de fadas. Mas esse "tudo muito lindo" só é assim, lindo, porque nós o vemos assim.
Hoje eu acordei cedo, apresentei um trabalho sozinha pra turma toda na faculdade, almocei marmita, fui trabalhar com crianças, precisei chamar a atenção de algumas dessas crianças, peguei fila, tive que fazer o dever do inglês que eu não havia feito e perdi de sair com minhas amigas.. E, por fim, eu tenho dois caminhos a seguir:

Caminho 1: Achar que meu dia foi péssimo porque acordei cedo pra caramba, tive que apresentar um trabalho sozinha o que seria um saco porque "eu não sou a professora", tive que comer marmita enquanto outros almoçavam em restaurantes, tive que ficar chamando atenção de "pirralho", tive que pegar um trânsito infernal porque essa cidade não tem jeito mesmo, tive que ainda fazer a droga do deveres de inglês e perdi de sair com as minhas amigas que a essa hora estão tomando uma cervejinha maravilhosa.

Caminho 2: Acordei cedo mas pude fazer muita coisa pelo fato de ter acordado cedo, apresentei um trabalho que me serviu de superação e me fez crescer pensando no meu futuro profissional como provável professora que serei, almocei marmita porque graças a Deus eu tenho uma mãe que pode fazer a comida meio dia pra ela e guardar um pouco para eu comer no outro dia, cuidei daquelas crianças que me tiram do sério mas que me arrancam sorrisos enormes e me enchem de carinho, peguei um trânsito do cão mas dei carona pro meu namorado e um amigo dele e demos boas gargalhadas, fiz o dever do inglês e pensei que não tava afim mas me senti bem em saber que posso fazer um texto em inglês sozinha pesquisando uma ou duas palavras no Google apenas para saber a grafia correta.

Nós fazemos o nosso dia. A vida não é perfeita e está muito longe disso. É você quem vai escolher se seu dia foi bom ou ruim. E é por isso que a vida não é bela, não é um mar de rosas, não é um filme romântico da sessão da tarde. A vida é o que a gente quer que ela seja.

"Querido passado, obrigado por tudo que me ensinou... Querido futuro, pode vir!" - Autor desconhecido

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014


Poisé, ano de Copa no Brasil e a grande maioria anda vestindo a camisa (literalmente). O que me pergunto é: será que essas pessoas saberão o que fazer nas eleições? 
Sim, eu vejo os jogos, torço e tudo mais, mas eu tenho muita consciência que provavelmente já está tudo armado e que isso pra mim é só uma forma de entretenimento assim como qualquer filme que passa na televisão ou no cinema. Também sei o que farei nas eleições (embora seja minha primeira eleição).
Mas é muito engraçado isso.. Na abertura da Copa, minha universidade, meus conhecidos, enfim, ninguém estava nem aí para a Copa, porém, no último jogo vi muitas coisas enfeitadas com bandeiras e etc, até nas redondezas da minha casa havia lugares com bandeiras estendidas, mas sinceramente, não dá para acreditar que a Copa é no Brasil. Está tudo tão distante, tão abstrato... Será que essa "frieza" toda é porque todo mundo fica desanimado em saber que não temos estrutura para um evento de tal porte e que a gente está tão acostumado a ver as coisas sendo roubadas que ver o jogo é algo para "estar por dentro" do assunto?
Eu realmente não sei, e acredito que muitos também não saibam...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Recomeçando pela milionésima vez


Bom dia, cá estou eu falando novamente que retomarei as atividades do blog. Gente, vamos concordar, faculdade é difícil ter tempo para tudo, mas JURO que vou tentar.
O que me fez querer voltar? A aula de TIC com o prof. Divino aqui no curso de Biblioteconomia e Gestão da Informação na UDESC. Espero conseguir postar novamente com mais frequência mas, infelizmente, não prometerei regularidade. Estarei sempre divulgando novas postagens no face e twitter, enfim, vocês sabem onde me encontrar.
Estou aberta à críticas, opiniões, comentários e divulgações que eu achar necessárias.
Um bom dia à todos :)

"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." - (Miguel Torga)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sempre terá alguém com você



Se alguém te disse que a vida é fácil, com certeza mentiu. Ela é cheia de altos e baixos, de decepções e alegrias, de dois opostos que caminham lado a lado sempre. Ela é feita de pessoas que darão a vida por ti e de outras que tentarão tirar a mesma de você. Feita de risadas, de choros. Feita de tantas coisas que é impossível descrevê-la e prevê-la.
Se alguma vez a vida foi legal conosco com certeza foi quando nos deu pessoas que nos amam: família.. amigos... E essas pessoas, quando criam uma ligação muito forte com você, são capazes de sentir as coisas e saber se você realmente está bem ou não. Essas pessoas ficam preocupadas quando descobrem que você está triste e tentam te ajudar de diversas formas. É muito engraçado isso porque quando a gente está lá, no fundo do poço, não conseguimos acreditar que isso existe, mas existe sim, eu posso te garantir que existe!
Quando você estiver muito mal, procure algo, ou melhor: procure alguém! A vida te deu pessoas e as colocou no teu caminho por algum motivo. Quem deve descobrir o motivo é você. Quem deve enxergar o por quê essas pessoas apareceram no seu dia-a-dia é você. Descubra. Enfrente seus problemas e suas dificuldades. Lute. E, por fim, comemore a sua vitória porque ela virá.

"Aqueles que estão juntos na derrota, festejaram a vitória com mais energia." - (Keitty Rodrigues Vieira)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Não to afim de nada



Hoje eu não vim falar
Hoje eu não to afim de nada
Não to afim de falar
e nem de respirar

Hoje eu não to afim de sair de casa
Não to afim de ver filme
Não to afim de nada
Não to afim de nada

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Geração virtual



Incrível como a tecnologia invadiu com tudo a nossa vida. E ainda acreditavam que era loucura e que jamais pessoas poderiam conversar em tempo real através de uma máquina doida chamada de computador. Acontece que eu acho que as pessoas ficaram tão deslumbradas com essa novidade que esqueceram como realmente se vive. Esqueceram como é bom ficar ao lado das pessoas e dar valor à elas. Como é bom receber uma cartinha pra poder guardar como lembrança além de receber um e-mail que sempre é apagado depois de um tempo.
Eu não consigo explicar como se sucedeu isso tudo porque eu também fui alvo. Talvez porque a própria sociedade nos obriga a isso. Os professores mandam textos por e-mail, os envios de currículos são por e-mail, os contatos, as conversas, os encontros, até os jogos são mais online. Lembro de quando eu pedia pra minha vó brincar de carrinho comigo.. de boneca.. de escolinha.. o joguinho da "cobrinha" (Snake) era a coisa mais evoluída que eu conhecia, além da caixa registradora que fazia um barulhinho muito real e abria sozinha. Aí tu pega uma criança hoje e ela briga contigo porque quer brincar no tablet. (Sim, isso é real)
Não culpo os pais por isso. ´Basta olhar os brinquedos pra ver que não se acha mais quase nada que não seja motorizado e que tenha propaganda nas redes de televisão.
O meu medo é que as pessoas parem de se falar. Esqueçam do que é importante nessa vida e esqueçam que conversar é tão bom quanto postar uma fotinho no facebook sobre como comer sushi é bom. Daqui a pouco os bebês não virão da cegonha, virão por download.

"Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto." ( Millôr Fernandes ) 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Deixa levar

Primeiramente desculpas por não ter postado semana passada, eu estava fora e sem internet. 



Hoje vim aqui falar de algo que está adormecido na sua gaveta caso você não o tenha dado e, ainda, caso você não saiba nem onde está. O livro e a leitura. Quem me conhece sabe que eu faço Biblioteconomia mas não é sobre isso que eu to falando não. Estou fazendo este texto como uma mera leitora amadora.
Eu conheço muitas pessoas que não gostam de ler. E essas pessoas pegaram livros meus nessas férias e leram, e riram, e falavam pra mim que gostaram. Isso me emociona.
Talvez grande parte da população se mantenha quieta em relação a isso porque não se deixa experimentar. Não procura algo que possa lhe agradar porque já estipulou que ler é algo cansativo, enjoado e que não há nada nesse mundo que a faça mudar de ideia. Ler um livro e gostar não é algo simplesmente obrigatório. Você pode muito bem odiar, ir contra o autor, parar no meio do caminho mas o mais importante é tentar, é se deixar levar para as palavras e se permitir entrar num universo novo, desconhecido, e que te trará experiências inesquecíveis.

Porque a leitura não te engrandece só no conhecimento. Ela engrandece a alma.. ( Keitty Rodrigues Vieira )

domingo, 12 de janeiro de 2014

Entenda a si mesmo



Olá meus caros leitores. Estava presenciando um caso de um dos meus leitores fieis nesta semana e fiquei refletindo: até onde o ser humano é capaz de ir por causa de seus sentimentos? É inacreditável que existam pessoas capazes de desprezar aqueles que estão ali, tão próximos, tão presentes e tão disponíveis à fazerem tudo o que for preciso para ajudar. É inacreditável como o amor dá lugar ao descaso e como um orgulho pode ferir aqueles que nada mais querem do que uma reconciliação e uma vida em paz. É inacreditável como um coração partido é capaz de fazer qualquer coisa absurda como estraçalhar um bichinho de pelúcia. A questão é: por que somos assim?
Eu digo somos porque eu sei que você, aí, já sentiu  um ódio incontrolável, um sofrimento interminável, e um amor incompreensível. Eu sei que todos nós já passamos por coisa do tipo, mas também sei que todos nós deixamos isso acontecer porque não tivemos paciência, calma, tolerância, e não nos colocamos no lugar do outro.
Estamos cientes que tem casos sem volta mesmo e que a melhor coisa a se fazer é começar do zero. O que não podemos fazer é deixar de entender, é deixar de conversar e tomar nossas decisões do nada sem ao menos conhecer o motivo do porquê você está decidindo por x e não por y. E isso não é papo só de casal não, é relação de amizade, de família, de colegas de trabalho, e até pendências consigo mesmo. A gente precisa nos dar essa chance. A gente precisa conversar e entender a situação, entender a nós mesmos, aí sim, teremos certeza que o passo que queremos dar é o passo que nos trará o maior bem de todos: a felicidade.

"A primeira lei da natureza é a tolerância - já que temos uma porção de erros e fraquezas." - ( Voltaire )

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Começando do zero : ano novo , vida nova


Olá pessoas. Há muito fiz este blog porque simplesmente sentia vontade de falar sobre coisas que eu via, ouvia e etc. Por falta de tempo e compromisso (assumo), deixei-o de lado e até tentei voltar a postar nele, mas parava na primeira "falta de tempo". Acontece que, agora, pensando no que fiz no ano passado e relembrando tudo o que já passei, vi que foi este blog que me possibilitou muitas coisas. 
Foi este blog que me ajudou no desenvolvimento de minha escrita, que me auxiliou na formação de meu censo crítico, que possibilitou que eu escrevesse para o blog do meu antigo colégio, o que abriu portas para que eu escrevesse um musical, que muitas vezes me aliviou em momentos de tensão, e que me fez ver como é forte o poder das palavras e como elas significam tanto para mim.
É por este motivo que decido que, a partir desta primeira semana do ano de 2014, eu voltarei a reativá-lo, junto com as redes sociais que já havia criado para ele. Postarei uma vez por semana devido à meus afazeres, provavelmente todo domingo a noite, ou segunda. Como de costume, abordarei coisas do cotidiano que acredito que tenham impacto social, coisas referentes sobre comportamento, relacionamento, e autoconhecimento. Também estou aberta à ideias de postagens, comentários e críticas. 
Espero que meus antigos leitores fiquem felizes com a novidades, e que novos leitores venham.
Obrigada.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A felicidade está no amor



Há muito que não escrevo.. vim falar sobre o amor.. O amor entre as pessoas. Sentimento este que invade nossos corações e nos “forçam” a agir de forma que jamais esperaríamos que agíssemos. Até onde o ser humano é capaz de ir? Até que ponto alguém é capaz de sentir o amor e vive-lo? Será que um pai seria capaz de negar alguns “achismos” para satisfazer a felicidade do filho? Será que um filho é capaz de abrir mão da sua felicidade para ter a felicidade de seu pai? Acho que o amor é uma junção de tudo, e se uma pessoa ama alguém, todas as pessoas em volta sentirão essa energia e compartilharão dessa alegria de amar.
É um sentimento fácil de se sentir e difícil de se explicar; algo que vai muito além de qualquer coisa pois o amor é algo divino, celestial, é a coisa mais linda que a humanidade possui. É difícil de mais escolher entre nossos amores pois cada um tem um significado especial: pais, namorado (a), avós, amigos, parentes, fé (independente de qual seja a sua).

O mundo precisa de amor, mas de amor verdadeiro, daqueles que achamos que só existem em filmes mas que (posso afirmar com toda a certeza do mundo) existem na vida real sim! Abrindo um espaço pessoal aqui.. queria agradecer  aos que se encontram a minha volta porque se vocês não me cercassem eu não sentiria amor.. principalmente pai, mãe, avós, namorado, padrinhos e amigos.. Vocês fazem a minha felicidade.. e só sou feliz sem a exceção de ninguém. E tenho certeza que você, leitor, também tem os seus e também é feliz por saber que estes também te amam.
Deixo agora um pequeno trecho do filme "Stardust - o mistério da estrela" que resume de uma maneira muito verdadeira o que é o amor.

"Lembra-te quando disse que nada sabia sobre o amor? Não era verdade. Sei bastante sobre o amor. Vi-o, ao londo dos séculos, e foi a única coisa que fez com que olhar o vosso mundo fosse tolerável. Todas as guerras.Sofrimento, mentiras, ódio... fizeram-me querer virar as costas e não olhar para baixo nunca mais. Mas quando vejo a fora como a humanidade ama... podemos procurar por todo o universo, que não encontraremos nada de mais belo. Sim, sei que o amor é incondicional. Mas também sei que pode ser imprevisível, inesperado, incontrolável, insuportável e estranhamente fácil de confundir com ódio e..(...) É isto o amor?Nunca imaginei que pudesse senti-lo eu mesma. O meu coração.. sinto que o meu peito mal pode contê-lo. Como se estivesse a tentar escapar, por já não me pertencer."

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sonhando com nossos desejos



Mais uma vez aqui nós estamos falando sobre sonhos... Sonhos de desejos, sonhos que viram pesadelos.. sonhos que são apenas: sonhos. Eu sei que a gente se pergunta por que sonhamos com tal coisa...a resposta para isso está no mais íntimo de nossos desejos, naquele cantinho mais secreto e silencioso que cada um de nós possui.
Sonhamos com o que desejamos (fato). Nossos sonhos são sinais que devem ser percebidos e aplicados em nossas vidas para o bom procedimento da mesma. A gente tem que aprender a conviver com as barreiras e saber ter calma para enfrentá-las, a vida nos manda sinais pra isso e muito vem em forma de sonhos.
Se cada um parar e analisar melhor o que deseja, nos compreenderemos mais e, consequentemente, passaremos a entender mais o nosso próximo, formando então uma aliança forte e sincera com todos a nossa volta.

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."-(Roberto Shinyashiki)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tolere mais



Todos nós temos muitos problemas e dificuldades para enfrenar diariamente... Nos refugiamos em tudo e parece que quanto mais a gente foge, mais a gente se perde ou mais a gente entra em novos “tumultos”. Saímos de casa por discutirmos com a família, vamos pro trabalho e discutimos com nossos colegas, saímos pra almoçar e acontece um problema com o pessoal do restaurante... a palavra do dia é  tolerância... É preciso muito disso nos dias de hoje...
Ninguém presta atenção na vida de ninguém, ou melhor dizendo; todos entendem tanto dos outros que não sabem absolutamente nada do que tá se passando com a pessoa em questão. Quem disse que a vida da pessoa com quem discutimos é melhor que a nossa ? Quem disse que aquela pessoa não está triste ou magoada e acabou descontando em gente errada ? Óbvio que não está certo descontarmos em quem não merece, mas não sabemos o que de fato houve.
Claro que todos temos os nossos dias horríveis de vez em quando, mas é preciso tolerar certas coisas, se tudo for do jeito que queremos, a vida não terá emoção, a conquista não será merecida, e o esforço não valerá a pena.

"Com a sabedoria aprendemos a ser tolerantes." (Henry David Thoreau)